Diz a lenda que grávidas com barrigas pontudas terão meninos, com barrigas redondas serão mães de meninas. Não há qualquer relação científica com essa crença popular. O formato da barriga está relacionado apenas à posição do bebê no útero: quando ele está de cabeça para baixo, o que ocorre com o desenvolvimento gestacional, a tendência é que a barriga fique mais pontuda. Quando o bebê ainda não está “encaixado”, ou seja, ainda está na posição transversal, com a cabeça de um lado da barriga e os pés do outro, o formato tende a ser mais redondinho.
Se a gravidez transcorre normalmente, o sexo não tem nenhuma contra-indicação durante a gravidez. Seu efeito, ao contrário, é o de aproximar ainda mais o casal. Em casos de gravidez de risco ou de intercorrências na gestação, como sangramentos, por exemplo, o obstetra pode pedir a suspensão das relações sexuais por um período.
Grávidas devem, sim, hidratar a pele e cuidar dela com atenção – e não apenas com óleo, mas com cremes. Infelizmente, isso não impede completamente o aparecimento das estrias durante a gravidez. O hidratante ajuda a evitar, mas não garante 100% de eficácia. Estrias têm a ver com a elasticidade da pele, que é um fator hereditário. Prevenir, porém, ajuda bastante.
Usar cinta é uma decisão pessoal (a não ser em casos de obesidade da mãe, aí ela é indicada pelo médico), mas saiba que a cinta não ajuda a emagrecer. As mulheres que fizeram partos cesárea, no entanto, podem se sentir mais seguras com a cinta.
Assim como a fitinha vermelha, o hábito de assoprar o rosto do bebê, colocar um pedacinho de algodão úmido na testa servem apenas para desviar sua atenção. Por isso, algumas vezes, a técnica parece dar certo e o soluço desaparece de repente, assim como surgiu, geralmente provocado por mudanças de temperatura ou quando o bebê mamou demais, por exemplo.
Os médicos são unânimes em dizer: não existe leite materno fraco e ponto final. O leite materno é o mais completo para o desenvolvimento do bebê e ainda tem ingredientes exclusivos, os fatores imunológicos da mãe que vão protegê-lo de doenças e infecções nos primeiros meses. Essa crença pode estar relacionada à insegurança das mães, especialmente as de primeira viagem: como não conseguem controlar a quantidade de leite que os filhos ingerem, começam a achar que o choro do bebê ou algum eventual problema estão relacionados à “qualidade do leite”. Só o pediatra, com as curvas de estatura e peso do bebê, é quem pode dizer se o leite materno está sendo insuficiente.
Usado também para combater a hepatite, o chá de picão era recomendado pelas avós para os bebês “amarelinhos”. A icterícia neonatal, que deixa os bebês com a aparência dessa cor, é, na verdade, saudável, fisiológica e passa com o tempo. Todos os bebês têm icterícia porque nascem com uma quantidade muito grande de glóbulos vermelhos. Para diminuí-los, as hemácias são destruídas e liberam a bilirrubina, que dá essa coloração amarelada à pele. No berçário, ainda na maternidade, o pediatra avalia se o bebê precisa ser exposto à luz ultravioleta para acelerar esse processo. Bebês recém-nascidos não devem ingerir nenhum outro alimento que não seja o leite materno. Nem o chá de picão nem água.
Os depoimentos favoráveis de mães, avós e bisavós não são reforçados pelos profissionais de saúde, assim como a crença de que cerveja preta e outros alimentos ajudam a mãe a produzir mais leite. Claro, quem amamenta precisa de uma alimentação balanceada e deve ingerir muito líquido, mas o mito não tem embasamento científico.
Preocupada, a mãe sempre deixa uma luz acesa no quarto para que o filho não se sinta sozinho durante a noite. A estratégia, porém, acaba tendo o efeito inverso: como nunca dorme de luz apagada, a criança acaba aprendendo a ter medo do escuro e terá dificuldade para dormir. Acostumar o bebê a dormir no escuro desde pequeno é saudável e evita problemas futuros.
Esta é uma das crenças populares mais antigas. Diz que, se o bebê está acostumado a dormir de dia e ficar acordado à noite, basta virá-lo no berço que o sono volta ao normal. Pode até ser que a estratégia funcione porque, ao pegar a criança para mudá-la de posição, o adulto acaba oferecendo atenção e carinho. Mas o bebê pode também se acostumar à necessidade de trocar sempre de posição na cama. Fuja dela!
Muito cuidado com essa afirmação. De fato, durante a amamentação, é mais difícil engravidar devido à ausência de ovulação, mas não é impossível porque a mulher pode voltar a ovular mesmo assim. Converse com o seu ginecologista quando você puder retomar sua atividade sexual normal (a chamada quarentena) para que ele indique o melhor contraceptivo para o seu caso. Se a opção for pílula anticoncepcional, consulte também o pediatra do seu filho para saber se não interfere na amamentação.