Muito provavelmente seu bebê vai ter os primeiros resfriados, febres e viroses nessa fase. Isso porque, como ele já está maior, terá mais contato com outras pessoas e crianças (os bebês que já estão no berçário possivelmente já ficaram doentinhos, por causa das viroses). Esse é também um período em que muitas mães param de amamentar, o que deixa o sistema imunológico do bebê um pouco mais frágil, já que ele pára de receber os anticorpos da mãe. Toda febre deve ser comunicada ao pediatra, que vai indicar um antitérmico na dosagem adequada. É preciso observar outros sintomas associados, como a falta de apetite, diarréia ou vômito, coriza, tosse, além do estado geral da criança. (Está apática? Chora? Dorme mais que o costume? Apareceu alguma mancha na pele?). Geralmente, o organismo consegue reagir e dar conta da gripe e das viroses em 72 horas. Assaduras também são problemas comuns. Elas deixam a pele vermelha, levemente inchada, e podem evoluir para bolhas e feridas. Tudo isso causa mal-estar e desconforto. O contato prolongado da pele com a urina e as fezes cria um meio de cultura para fungos e bactérias, provocando as lesões. Quando a criança está com diarréia ou passa a evacuar muitas vezes por dia, fica ainda mais vulnerável. A primeira medida é trocar freqüentemente a fralda do bebê e limpar adequadamente a região com água, algodão, sabonete neutro ou lenços umedecidos. É muito importante, ainda, que a mãe passe Hipoglós a cada troca de fraldas, Hipoglós irá proteger o bebê das assaduras até a próxima troca. É recomendável também deixar o bumbum do bebê respirar para que a pele possa secar e ficar pronta para receber uma nova fralda. E, se o seu bebê é uma menina, você deve ficar ainda mais atenta à higiene. A infecção urinária, geralmente causada pela bactéria Escherichia Coli, é mais comum nas meninas, por conta da proximidade entre a vagina e o ânus, que facilita a contaminação da urina pelas fezes. Os sintomas são febre, falta de apetite e deficiência de crescimento ou de peso. O pediatra vai indicar o medicamento adequado para o tratamento. Essa também é a época em que costumam nascer os primeiros dentes do bebê, geralmente começa com os dois incisos inferiores. Não é uma regra, mas seu filho pode ficar mais irritado, ter dificuldade para dormir, perda de apetite e babar um pouco mais. Diarréia e febre não são causadas pela erupção dos dentes. O nascimento dos dentes provoca coceira na gengiva, que fica inflamada e dolorida. Mordedores de borracha gelados (coloque na geladeira depois de esterilizados) aliviam o desconforto. Deve-se iniciar a higiene bucal usando uma gaze esterilizada umedecida. Nessa fase, como os bebês passam a comer sólidos, alguns podem apresentar reações alérgicas a certos alimentos. Os sintomas aparecem na pele (coceiras, inchaço, por exemplo), e podem provocar diarréia e até vômitos. Só um pediatra pode diagnosticar e indicar o tratamento.
Essa é a fase mais gostosa do seu bebê, aproveite! Interação é a palavra-chave. Ele sorri, gargalha, procura a mamãe quando perguntado, senta, brinca, começa a engatinhar. Nem todos engatinham naquela posição tradicional, é bom que se diga: há crianças que rolam, outras que rastejam. Há até as que se locomovem de ré. Os médicos sabem que há uma sinapse entre engatinhar e falar, ou seja, quem engatinha, fala melhor. Você pode estimular seu filho, colocando brinquedos em locais distantes e ensinando-o a ir buscá-lo. Entre o sexto e o oitavo mês, provavelmente ele começará a estranhar mais as pessoas, pedir colo, ficar mais "grudado" com você. É o que os especialistas chamam de "angústia da separação", quando a criança se dá conta de que é um ser separado da mãe. Dizer o quanto gosta dele de maneira tranqüila ajuda. Eleger um "objeto transicional" também. Pode ser um paninho, um bicho, um brinquedo macio que ele goste bastante e que possa acompanhá-lo nessa fase de tantas novidades. Deixe que ele fique com o brinquedo quando quiser, inclusive no berço, para dormir. O objeto transicional será um apoio, um amigo com quem seu filho vai poder contar. O ganho de peso, nesse período, é de aproximadamente 300 a 600 gramas por mês, com variações; e a estatura aumenta, em média, um centímetro por mês. Aos oito meses, o peso de seu filho provavelmente será duas vezes e meia o peso ao nascer. O importante não é o valor total do peso ou da altura de seu filho, mas o ritmo em que ele se desenvolve, a chamada curva de crescimento.
Chegou a hora de colocar seu filho no cadeirão e deixá-lo experimentar as primeiras papinhas. Algumas dicas são importantes antes de falarmos na alimentação do seu filho: ele deve comer sempre no mesmo local da casa, de preferência onde a família costuma almoçar e jantar; ofereça a refeição sempre nos mesmos horários, tenha paciência para a bagunça e as dificuldades iniciais do bebê; nunca o force a comer (se ele não comer quase nada, apenas antecipe um pouco a próxima refeição). No primeiro dia de papinha, ofereça o quanto ele aceitar, sem forçar. Teste um alimento de cada vez para que ele tenha a oportunidade de sentir cada sabor. A papinha básica deve ter os três grande grupos alimentares: 1) os alimentos construtores (proteínas), que são as carnes de boi, frango ou peixe (deixe o frango e o peixe para mais tarde) e as leguminosas como ervilha e lentilha; 2) os alimentos energéticos (carboidratos), como arroz, macarrão, mandioquinha, batata; e 3) os alimentos reguladores (legumes e verduras), como alface, abóbora, brócolis, couve, abobrinha, vagem e couve-flor. Até o final do oitavo mês, a papinha deve ser peneirada depois de cozida em temperatura baixa com água e temperos caseiros. Importante: seu filho deve continuar sendo amamentado. A seqüência de alimentação de um bebê dessa faixa etária costuma ser a seguinte: leite materno (ao acordar, logo cedo), suco de frutas frescas (no meio da manhã), papinha salgada mais sobremesa de frutas raspadas ou amassadas (por volta do meio-dia), leite materno ou, se for o caso, leite industrializado com frutas, que pode ser substituído por sobremesa láctea, desde que não os queijos (no meio da tarde), papinha salgada e sobremesa iguais às do almoço (no final da tarde, e depois que o bebê completar sete meses), e leite materno (entre 21 e 22 horas). O jantar só entra no cardápio no sétimo mês, quando seu filho já estará mais acostumado com a papinha do almoço. Atenção: o esquema apresentado acima é uma referência nutricional. Cada médico tem o seu cronograma de apresentação dos alimentos e as suas receitas de papinhas. Siga sempre a orientação do pediatra que conhece seu filho individualmente.
Que tal mostrar um espelho para o seu bebê? Vocês vão se divertir muito com essa brincadeira. Primeiro, ele vai tentar pegar a imagem refletida, achando que ela é real. Depois, vai olhar para você e para a sua imagem no espelho, e vai se espantar ao ver a mamãe duas vezes. Quando estiver engatinhando, vai explorar o "brinquedo", procurando pelo que está atrás dele, vai sorrir, fazer caretas, levantar as mãos. É diversão garantida! Brinquedos musicais e com luz também fazem sucesso nessa fase; os que têm relação de causa e efeito, como um pianinho, por exemplo, vão impressioná-lo. Logo, logo, ele vai entender que se apertar uma tecla, ouve um barulho e assim por diante. Nessa fase, eles também estão muito ligados nos objetos que vêem em casa e no seu dia-a-dia. Por isso, telefones, buzinas e espelhos chamam a atenção do bebê. O chamado painel mágico tem um pouco de tudo isso: direção de carro, trinco, espelho. Quer ver um bebê feliz é dar a ele um jogo de chaves e um celular de brinquedo (com esses ele pode brincar, mexer, tocar!). Mas atenção: o que importa (e isso vale para toda a infância de seu filho) é a brincadeira e não só o tipo de brinquedo. Ficar ao lado, mostrando tudo o que ele é capaz de fazer com o brinquedo será uma grande diversão.
Agora, o seu bebê já deve se locomover sozinho pela casa. Ele engatinha e você precisa olhar para tudo o que fica na altura dele, bem abaixo do que costuma ser o seu campo de visão. Está na hora de colocar proteção em todas as tomadas da casa, esconder fios, limpar melhor o chão. Se você tem algum animal de estimação, o cuidado deve ser redobrado, com eventuais xixis pela casa. Antes de colocar o bebê no chão para brincar, dê uma olhada em volta para examinar se não há objetos pequenos perdidos por ali: uma tampa de caneta que caiu, grãos de comida, botões, enfim, tudo o que possa ser perigoso se levado à boca. Cuidado ainda com móveis pontudos (mesas laterais ou de centro) e cestos de lixo. As lojas vendem cantoneiras de borracha que servem para diminuir os riscos de uma batida na cabeça. Gavetas também são um atrativo à parte para os bebês: quando eles descobrem que podem abri-las, são capazes de passar horas nessa atividade, explorando tudo o que há dentro delas. O risco aí é prender o dedinho na gaveta. Bebês devem ser sempre observados por um adulto e a atenção deve aumentar nessa fase, mas tome cuidado com os chamados cercadinhos. Eles podem ser um conforto para as mães, mas não devem virar um depósito de criança. Seu filho tem o direito de explorar o espaço (a casa também é dele!) e até de bater a cabeça eventualmente. Só assim ele vai aprendendo, aos poucos, a se defender dos perigos. Acredite: se ele bater a cabeça em um pé de mesa, vai prestar mais atenção da próxima vez que estiver ali por perto. Cabe aos adultos serem responsáveis pela segurança do bebê.